Aqui no Brasil temos um problema sério com este
mosquito que todos já conhecemos, chamado Aedes aegypt. Até o ano passado (2014)
ele já era conhecido por transmitir duas doenças: a dengue e a febre amarela.
No ano passado foi descoberta uma nova doença que este mosquito estava transmitindo,
que segundo cientistas veio da África. A doença ficou conhecida como febre
chikungunya. É uma doença que possui sintomas semelhantes aos da dengue, porém
ela causa fortes dores nas juntas, acompanhado de inflamações. Neste ano
(2015), apareceu mais uma doença que é transmitida pelo mesmo mosquito, que
ficou conhecida como zika vírus. Esta doença não causa muitos problemas para os
portadores, porém ela causa problemas nos descendentes. Uma mulher que tem um
bebê estando com essa doença, a criança tem grandes chances de nascer com um
problema chamado de microcefalia, que é uma má formação que impede que o
cérebro cresça corretamente.
Os cientistas estão lutando para que consigam
fazer uma vacina para essas doenças. Por outro lado, existem outros cientistas criando
mosquitos geneticamente modificados. Mosquitos machos serão criados em
laboratório e serão soltos na natureza, de forma que ao se relacionarem com as
fêmeas, produzirão mosquitos que não chegarão à fase adulta, ou seja, morrerão
antes de chegar nesta fase.
O problema é que isto causaria um desequilíbrio na
natureza, pois acabariam por extinguir o mosquito. Não que eu seja protetor dos
mosquitos ou algo assim. Mas se os mosquitos existem, é por algum motivo que
ainda não conhecemos. A pergunta é: já houve problemas com extinções de animais
antes? Animais que achávamos que não tinham importância? Acredito que sim. Por
exemplo, se uma espécie de cobras, que vivem em alguma plantação, acabar sendo
morta, aparecerá sapos demais nessas plantações, pois as cobras eram
responsáveis por controlar a população de sapos. Se você começar a matar esses
sapos, começarão a aparecer gafanhotos demais, pois os sapos são responsáveis
por controlar a população de gafanhotos. Acredito que entenderam onde eu quero
chegar. E se acontecer de excluirmos os mosquitos e a dengue acabar sendo transmitida
pelo ar pois os vírus podem muito bem evoluir?
Ao invés de tentar acabar com os mosquitos, por
que não focar na criação das vacinas? As vacinas seriam mais eficazes, pois nos
tornaríamos fortes contra as doenças sem precisar acabar com os mosquitos.
Temos que pensar em maneiras de ficarmos resistentes às doenças, ao invés de
tentar destruir as coisas. O ser humano parece ter uma compulsão por destruição.
Eu sou contra destruições desnecessárias. Se destruir for a última opção, aí
podemos pensar no caso.