quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Destruição dos Mosquitos: Vale a pena arriscar?


Aqui no Brasil temos um problema sério com este mosquito que todos já conhecemos, chamado Aedes aegypt. Até o ano passado (2014) ele já era conhecido por transmitir duas doenças: a dengue e a febre amarela. No ano passado foi descoberta uma nova doença que este mosquito estava transmitindo, que segundo cientistas veio da África. A doença ficou conhecida como febre chikungunya. É uma doença que possui sintomas semelhantes aos da dengue, porém ela causa fortes dores nas juntas, acompanhado de inflamações. Neste ano (2015), apareceu mais uma doença que é transmitida pelo mesmo mosquito, que ficou conhecida como zika vírus. Esta doença não causa muitos problemas para os portadores, porém ela causa problemas nos descendentes. Uma mulher que tem um bebê estando com essa doença, a criança tem grandes chances de nascer com um problema chamado de microcefalia, que é uma má formação que impede que o cérebro cresça corretamente.

Os cientistas estão lutando para que consigam fazer uma vacina para essas doenças. Por outro lado, existem outros cientistas criando mosquitos geneticamente modificados. Mosquitos machos serão criados em laboratório e serão soltos na natureza, de forma que ao se relacionarem com as fêmeas, produzirão mosquitos que não chegarão à fase adulta, ou seja, morrerão antes de chegar nesta fase.

O problema é que isto causaria um desequilíbrio na natureza, pois acabariam por extinguir o mosquito. Não que eu seja protetor dos mosquitos ou algo assim. Mas se os mosquitos existem, é por algum motivo que ainda não conhecemos. A pergunta é: já houve problemas com extinções de animais antes? Animais que achávamos que não tinham importância? Acredito que sim. Por exemplo, se uma espécie de cobras, que vivem em alguma plantação, acabar sendo morta, aparecerá sapos demais nessas plantações, pois as cobras eram responsáveis por controlar a população de sapos. Se você começar a matar esses sapos, começarão a aparecer gafanhotos demais, pois os sapos são responsáveis por controlar a população de gafanhotos. Acredito que entenderam onde eu quero chegar. E se acontecer de excluirmos os mosquitos e a dengue acabar sendo transmitida pelo ar pois os vírus podem muito bem evoluir?

Ao invés de tentar acabar com os mosquitos, por que não focar na criação das vacinas? As vacinas seriam mais eficazes, pois nos tornaríamos fortes contra as doenças sem precisar acabar com os mosquitos. Temos que pensar em maneiras de ficarmos resistentes às doenças, ao invés de tentar destruir as coisas. O ser humano parece ter uma compulsão por destruição. Eu sou contra destruições desnecessárias. Se destruir for a última opção, aí podemos pensar no caso.

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